A Espiral do Trabalho Que Reconecta

A Espiral do Trabalho Que Reconecta

Ao longo dos anos, vimos que o Trabalho Que Reconecta ocorre de forma espiral, fazendo uma viagem por quatro estágios sucessivos: procedendo desde a gratidão, honrando nossa dor pelo mundo, vendo com novos olhos e seguir andando. Esses quatro estágios dão suporte uns aos outros e funcionam melhor em sequência.

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A espiral começa com gratidão, pois acalma a mente e nos leva de volta à fonte, estimulando nossa empatia e confiança. Expressando nosso amor pela vida na Terra, em termos breves e concretos, nos ajuda a estar mais presentes e focados para reconhecer a dor que carregamos pelo mundo.

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Honrando nossa dor e ousando experimentá-la, aprendemos o verdadeiro significado da compaixão: “sofrer com”. Começamos a reconhecer a imensidão de nossa mente-coração. O que nos isolou em uma angústia privada agora nos abre e nos leva à regiões mais amplas de nossa existência coletiva.

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Sentir a vida mais ampla dentro de nós nos permite ver com novos olhos. Neste ponto de inflexão do trabalho, reconhecemos mais genuinamente nosso relacionamento com tudo o que é. Testamos nosso próprio poder de mudança e sentimos a textura de nossas conexões vivas com as gerações passadas e futuras e com nossas espécies irmãs.

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Então, novamente, seguimos andando para realizar, de acordo nossa situação e talentos, as ações que nos convocam. Exploramos o poder sinérgico que está disponível para nós como sistemas abertos e aplicamos esses entendimentos ao nosso trabalho pela mudança social. Não esperamos a chegada de um mapa ou de um esquema à prova de falhas, pois cada passo trará novas perspectivas e oportunidades. Mesmo quando não obtemos sucesso em um determinado empreendimento, podemos ser gratos pela oportunidade e pelas lições aprendidas.

E a espiral começa novamente.
Ao enfrentar a tragédia e a devastação,
a gratidão nos manterá calmos,
especialmente quando estivermos
assustados ou cansados.

A natureza da espiral é fractal. A sequência pode se repetir mesmo dentro de um estado particular da espiral. Por exemplo, a fase de ver com novos olhos pode revelar mais claramente os horrores cometidos com a comunidade da Terra, trazendo consigo nova dor e raiva. Pode ser necessário honrar essa dor com uma prática ou ritual antes de avançar.

A lente da espiral pode revelar padrões de crescimento em nossa compreensão e capacidade. A espiral pode ser reconhecida ao longo de uma vida ou em um projeto, e também pode ocorrer em um dia ou uma hora.


O texto acima faz parte do livro “Coming Back to Life” (Capítulo 4), de Joanna Macy e Molly Young Brown. A tradução para português foi feita por Polliana Zocche, baseada no original em inglês e na tradução para o espanhol feita por Adrián Villaseñor Galarza, “Nuestra Vida Como Gaia“.

Joanna Macy fala sobre a Espiral (inglês)

Polliana Zocche fala sobre a Espiral (Português)


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